Com as pessoas comuns eu me entendo
Porque sou um homem comum
Com quem se considera elite
Porque tem muita grana solamente
Ou junto a isso tem projeção na mídia
Esses me olham ou olhariam com o desdém
Que sentem no fundo por todo mundo
Principalmente por si mesmos
Isso que no país está nas escolas,
Faculdades e academias
Com certeza é a mais eficaz máquina
Anti-arte, anti-pensamento, anti-democracia
Então com quem eu falo de poesia?
Então pra que que eu escrevo todo dia?
Sendo assim, quem me leria?
Ou o que que eu gosto de ler?
Com certeza não iria perder tempo
Lendo e relendo os imbecis que a tv
E a internet tentam enfiar goela abaixo
Na sua missão impossível
De imbecilizar totalmente a humanidade
Meu credo é a verdade
Minha arte é minha vida
E eu leio quem merece que se leia
Começa com Virgínia Woolf
E sempre se enriquece
Com mil nomes
Que valem
O arroz
Que comem