sábado, 30 de julho de 2022

Jeito

Com as pessoas comuns eu me entendo

Porque sou um homem comum

Com quem se considera elite

Porque tem muita grana solamente

Ou junto a isso tem projeção na mídia

Esses me olham ou olhariam com o desdém

Que sentem no fundo por todo mundo

Principalmente por si mesmos

Isso que no país está nas escolas,

Faculdades e academias

Com certeza é a mais eficaz máquina

Anti-arte, anti-pensamento, anti-democracia

Então com quem eu falo de poesia?

Então pra que que eu escrevo todo dia?

Sendo assim, quem me leria?

Ou o que que eu gosto de ler?

Com certeza não iria perder tempo

Lendo e relendo os imbecis que a tv

E a internet tentam enfiar goela abaixo

Na sua missão impossível

De imbecilizar totalmente a humanidade

Meu credo é a verdade

Minha arte é minha vida

E eu leio quem merece que se leia

Começa com Virgínia Woolf

E sempre se enriquece

Com mil nomes

Que valem

O arroz

Que comem

Gerundiando

Está ventando As árvores estão dançando Relampejando As nuvens estão voando aos bandos  Está quase chovendo