As árvores estão dançando
Relampejando
As nuvens estão voando aos bandos
Está quase chovendo
por Luis Carlos de Morais Junior
Bom dia!! – eu falo prà moça
Mesmo que ela não ouça
Porque é noite e ela dorme...
Bom dia!! – mas, na distância
Eu me sinto uma criança:
Minha vontade é enorme.
Bom dia!! – frio, vendaval
No sonhar e no real,
Mas, preste bem atenção:
Bom dia!! – a amizade é um amor
No qual, seja como for,
Faz Sol na nossa canção.
Te chamar
É o natural o que meu ser
Sente vontade o tempo todo
De fazer
Te chamar de feiticeira
É uma verdade que se impõe
Pela evidência dos feitiços
Que o seu ser faz
Sem parar
É uma coisa natural em você
E é pra mim te admirar
Eu ia te chamar Samantha
Não por causa da robô psicopata
Você me faz lembrar um seriado legal
Que eu vi na minha infância
Porque ela era muito bonita
E feiticeira
Mas na verdade
Você me lembra todos filmes que assisti
Todas as músicas que ouvi
O Sol que arde ao meio-dia
E a luz da Lua que brilha
E a poesia infinita
Sempre que eu vejo ou penso em você
Sinto alegria carinho e orgulho
Pelo seu jeito bonito de ser
Eu tenho mais sentimentos também
Tenho muitos
Mas todos eles meu bem
Se podem classificar na categoria
De uma enorme alegria
Quando nós estamos juntos
Tal paradoxo parece loucura
Como alguém pode estar tão longe ao mesmo tempo
Tão perto do que penso vejo ouço como sinto quero
Madame X me deu um bom conselho
Se acalmar pra não pirar
Está certo, eu pensei, Madame X
Eu preciso maneirar
Mas preciso te amar
Que vontade de conversar com você pela madrugada
Um chat pode ser um acontecimento genial
Muito legal e quente lá por dentro
Quando as duas pessoas que dialogam
Estabelecem um canal de envolvimento
Que é bom e quente e cresce,
Igual sempre acontece com a gente.
Quero que volte logo.
Gosto de ver você no inverno no outono
No verão e na primavera
10 do 10 é um signo
De ouro
De uma nova era
De paz e amor
Pra mim
Quero dizer
Se um dia você quiser
Já que há onze anos espero
Pelo seu simples sim
Mulher
Que mexe com a minha cabeça
Me enchendo de guerra e amor
Sempre dengosa finge não perceber
O imenso poder que tem
E sabe usar
E eu lhe digo: – Vem,
Me dá a paz
Que você pode me dar
Enfeitiçado pela vida e por você querida
Você me fala não fale tanto não espante
O seu encanto
E eu falo pra você
Estou enfeitiçado por você porque a vida
É mais bonita quando a gente sente
O ímã infinito que é
O bem querer
O mundo dos sonhos é muito real
É estranho sentir essa necessidade
De falar e falar pelas horas sem fim
Quando nada na verdade tenho a dizer
Quando na realidade tudo o que vem a ser
Entre nós é um elo potente de luz
Que é feito de desejo, história
E querer
Você é feiticeira do mais alto grau
Eu no oficial sou poeta mas o certo é que sou
O garoto que ama você
Com a força e o fogo de um vulcão
Quero dizer do sol central do universo
Dia e noite eu te ensonho e te faço mais versos
Quando tudo que eu quero te comunicar e te dar
É este fogo do querer
É esta chama do amar
letras hebraicas letras gregas letras hindus letras caldaicas letras sumérias x sabe eu te respeito do teu jeito e te admiro (muito) quando fito e até profiro x que entre todas as feiticeiras escarlates e arco-íris do planeta x essa aprendiz que só se ri e diz pra mim x calma, rapaz x é a minha predileta
Que vontade gigante de te ver
Conversar conviver te ouvir te mimar
Essa é força que roda pela Natureza selvagem do ser
E pela máquina voraz da cidade
Que vontade gritante de te conhecer mais
E abraçar de verdade
Deslumbrado com sua alma que é o oceano
Das cores dos sabores sensações
E atendendo ao seu desejo mais secreto
Que eu vejo o tempo todo nos seus olhos nos seus lábios
Nos teus textos subtextos
E em nós
Meus sete chakras ficam igual a uma usina
De paz e amor
Sempre que a gente se vê ou não se vê
E é por isso que eu faço poesia pra você
Você guardou alguns poucos dos e-mails
Quase todos os poemas deletei
Porque você queria ler mas não queria
Que eu escrevesse, como um sinal no meio
Que não soma ou multiplica, mas esquece
O tempo rola as pedras do Universo
E nesse instante eu vejo os seus olhos
Novamente, mesmo que pelas telas
Pequenas e covardes, do presente
E faço um verso que eu vou guardar pra sempre
Porque o teu amor é verdadeiro
E faz amar
Você é a Mestra do Marketing
Eu sou o estranho Doutor do Antimarketing
Por isso você deu o fora
Todo ano a toda hora
Só o sim
Que nunca vai dar
Quanto mais metáforas e rimas eu fizer
Mais você duvida da força desse motor
Que é aquilo que me liga de verdade a você
E que a gente chama dessa nossa loucura
E que é um encontro uma luz uma procura
E que eu chamo amor
Nesse meu sonho eu vi
Que existe um universo
No qual toda manhã
A gente se sorri
E oferece um pro outro uma maçã
Não tem pecado ali
Pois é a maçã do amor
Que dividimos
Com as pessoas comuns eu me entendo
Porque sou um homem comum
Com quem se considera elite
Porque tem muita grana solamente
Ou junto a isso tem projeção na mídia
Esses me olham ou olhariam com o desdém
Que sentem no fundo por todo mundo
Principalmente por si mesmos
Isso que no país está nas escolas,
Faculdades e academias
Com certeza é a mais eficaz máquina
Anti-arte, anti-pensamento, anti-democracia
Então com quem eu falo de poesia?
Então pra que que eu escrevo todo dia?
Sendo assim, quem me leria?
Ou o que que eu gosto de ler?
Com certeza não iria perder tempo
Lendo e relendo os imbecis que a tv
E a internet tentam enfiar goela abaixo
Na sua missão impossível
De imbecilizar totalmente a humanidade
Meu credo é a verdade
Minha arte é minha vida
E eu leio quem merece que se leia
Começa com Virgínia Woolf
E sempre se enriquece
Com mil nomes
Que valem
O arroz
Que comem
Brasileira carioca
Leia minha mão
Joga as cartas do Tarot
Pra mim
Eu quero você
Na minha leitura
Uma cigana cósmica
Linda criatura
Filha da Mãe Universal
Misterioso ser
Você
Uma feiticeira
Junto ao carrossel
Caldeirão do amor
Eu amo você
Seja como, flor
Eu não te peço nada
Mas eu quero tudo
O que significa que eu queria
Dizer todo santo dia
Eu te amo
Pra você
E ouvir você me dizer
Toda noite
Que me ama
Do mais fundo
Do teu ser
Assim como quem vem ao mundo experimenta a maravilha de ver o mundo novo ao nascer
Eu sinto um frio e um calor uma fúria e uma ternura uma vontade louca de crescer e aparecer
Ao ver
Ouvir
Você
Querendo te ouvir nos vários graus do som da luz e da energia
Eu te chamo em silêncio e mesmo assim tem sempre poesia
Quando você fala
Eu falo falo falo mas não digo nada
E ainda assim eu falo falo muito com você
Procuro encontrar assuntos porque juntos
No mundo dos sonhos ou no mundo
Do sentir e do pensar
Quero você
Porque parece a minha infância e a adolescência
E ao mesmo tempo um mundo de surpresas
Onde me pego pensando nos momentos
Em que falamos juntos por um tempo
Mágico na convergência de elementos
Quando a gente conversa
Parece até que Deus está fazendo versos
No universo
Ouvindo sem parar o Flávio Venturini cantando Espanhola
Me lembra do futuro do passado de um mundo assim meio encantado
Em que a gente conversa passeia ah e faz coisas juntos, puxamos assuntos
E comemos uma massa legal com queijo pasta e coisa e tal
Um cinema da mente que corre pelo vento e pelo corpo
Quente
E um beijo na brisa da tarde que arde enquanto a gente se sente
E assiste a tudo, feliz
Ouço uma canção na estação de rádio da imaginação
Antiga, tu a conheces? Ela fala assim, Espanhola;
Eu sei que antigamente a poesia não seria uma via
Bem-vinda, mas hoje, que a gente compreende
O quanto o nosso encontro é único e operante,
Positivo e potente, como um ímã
Mesmo sendo uma coisa
De irmão e irmã, eu leio a cada manhã
As cartas e os céus, que sabem,
E até bem melhor que a gente
Aquilo que a gente sente
Corpo e mente
Semente
Nenhuma paciência pràs imbecilidades da tv
Das
pessoas dos livros
Da
cidade
Mas
ao mesmo tempo muita ciência implícita em cada coisa que você
Percebe
que é humana e traz consigo uma evidência
De
verdade
O grande poeta brasileiro
Não sabe o que dizer
Ou fazer poesia pra você
Vamos querer saber o que é verdadeiro
Nesse labirinto de espelhos universal
Mas sempre que eu te vejo só penso em beijo
E muitas outras coisas
Alto astral
O dia está tão lindo
O que se pode fazer
Com um dia assim?
É um dom pra nós
Eu ouço tua voz
E vejo tua face
Mesmo quando o dia
Passa devagar
Queria falar
Algo pra você
Que ia entender
E talvez, quem sabe,
Olhando pra mim
Me falar também
Pra dizer que sim
Daquela vez nasci na Englaterra
O nome que recebi então foi Thomas Learmont
Sendo que sempre eu falo a verdade
E o som liar em inglês quer dizer mentiroso
Então me chamaram também de True Thomas
Que em luso fica assim: Tomás o Verdadeiro
Um dia a Rainha da Terra dos Elfos
Me levou pro seu mundo em outra dimensão
E eu fiquei lá uma tarde e uma noite na festa
Com aquela rainha gentil
Que conquistou meu coração
E minha razão
E meu ser
Quando voltei muitos anos se tinham passado
Pra mim foram horas
Pros outros talvez eras
Mas a verdade é que agora
Eu era igual ao personagem daquele filme
Só conseguia dizer a verdade
Sobre tudo o que sentia e o que sabia
Também voltei profeta
Por um generoso dom das fadas
Mas, o mais importante de tudo, minha gente
Eu voltei sendo este poeta que sou desde então
Que faço rimas ricas e vivas como um furacão
De alegria beleza e verdade
E meu nome ficou sendo Thomas the Rhymer
Na entrada do Estábulo Sagrado
No templo do tempo
Do século 17
No Santuário Toshogu
Na cidade de Nikko
No arquipélago Nikon
Estão os três macacos sábios
Mizaru Kikazaru Iwazaru
Que querem dizer:
Não ver, nem ouvir nem falar o mal
Mas eu faço outra leitura:
Ver além do que se pode ser,
Ouvir além do que se pode ouvir
Falar além do que se pode falar
É pra já
Como um pequeno filhote de algum ser estranho
Que nasceu no meio de um mundo gigante
Ela se viu rodeada de gente
Interessante/desinteressante
Gente galante e
Deselegante
Gente estranha
Que ficava
Subindo e descendo a montanha
Levando pedras nas costas
Sem parar
Quem é essa menina, ou,
Quem é essa mulher?
Ela mesma não sabe e no entanto
Traz
Essa verdade essa luz e esse encanto
Esse espanto
Esse canto
Do universo
Em seu ser
Sem parar
Uma flor uma abelha um ferrão
A natureza é puro artifício e luta
Feita de atos de afeto e da pura força
Da vontade
De potência
Sem senão
Você surgiu do nada
Você surge de tudo
Eu te vejo e fico iluminado
É como se o universo fosse um conto de fada
E eu renasço de novo
Sempre que te vejo
Eu sempre te ouço
Eu ouso dar um beijo
No seu ser mais real
Que é o ser mais lindo
Do mundo
Na moral
A rainha "perdoou" Turing na década de 90
depois do rebanho burro acabar com ele
e ele dar ajuda tamanha a vencer a guerra
e eles usarem até hoje noite e dia pràs suas burrices
o computador A máquina de Turing que ele inventou
imbecis cargam regras e os pensadores são traídos
dia a dia
nas aulas de farofa e de hipocrisia
Gosto de gente assim camaleônica
E cuja essência é clara e verdadeira
Em cujos olhos brilha pura luz
E cujo coração ama e seduz
Febre sem conseguir dormir
Não tem explicação, a biologia
É pura ficção, talvez por vir
Haja uma nova ciência
Que saia dos parâmetros da demência
E produza a cura pela pura poesia
Estou febril
O mundo parece um barco balançando
No oceano agitado no meio da
Tempestade
Enjoado, espirrando,
Me sentindo um cameleiro
No Sahara
Procurando palmeiras
Do oásis
Em meio às baleias
Dos mares
Talvez devido às bactérias
Talvez às larvas astrais
Aí uma gênia dessas dos contos de fadas
Saiu da garrafa e me falou:
– Use inseticida
Por isso eu procuro o tesouro dos piratas
Fazer poesia é bobagem
Quando a gente sente a fantástica voragem
Da vida
Você viu o rosto dela no filme
A cara que ela faz quando ele canta?
Seus olhos pulam mais do que crianças
Na Festa de Natal
Com as famílias
Os doces e as comidas
Os presentes
Seus dentes brilham entre as cores
Um por um
Cada dente é uma explosão de cor
E sensações
E ela ainda tem outras pirações
Demonstrações que faz quando te vê
Essa mulher
Sempre que ela te encontra
Fica uma fada uma dança
Uma bruxa uma criança
Uma moça apaixonada
Uma mulher
Não tem o que perguntar ou o que saber
Qualquer pessoa sabe o que isso é
A grande questão é como proceder
Pra proteger e nutrir nossa criança
Esta nossa aliança
Nosso amor
A coisa mais ridícula é algum poeta tentando escrever igual ao Bukowski
Jorge Mautner falou que João Gilberto cantava como ninguém
E todo mundo achava que poderia cantar como ele
Assim é com o Buk
É impossível alguém fazer no texto o que ele faz
Nem Shakespeare fez isso
Eu sim fiz
E faço
Mas não porque escreva parecido ou tente ridicula/mente
Imitar Charles Chinaski
O que eu escrevo é o mais diferente dele
E de você
Porque escrevo sempre do meu jeito
E isso é o máximo
Que a gente pode fazer
Está ventando As árvores estão dançando Relampejando As nuvens estão voando aos bandos Está quase chovendo