domingo, 19 de dezembro de 2021

Cura

Febre sem conseguir dormir

Não tem explicação, a biologia

É pura ficção, talvez por vir

Haja uma nova ciência

Que saia dos parâmetros da demência

E produza a cura pela pura poesia

Fazer poesia é uma maravilha

Nos delírios da febre
Fico esperto
É um encontro alegre
A gênia vem me visitar
E passeamos pelo Rio
Pela beira mar
Comemos numa churrascaria
Um mistura de mãe mulher e filha
A vida é uma maravilha
Nos delírios dessa febre
Divagar,
Devagar

sábado, 18 de dezembro de 2021

Fazer poesia é bobagem

Estou febril

O mundo parece um barco balançando

No oceano agitado no meio da

Tempestade

Enjoado, espirrando,

Me sentindo um cameleiro

No Sahara

Procurando palmeiras

Do oásis

Em meio às baleias

Dos mares

Talvez devido às bactérias

Talvez às larvas astrais

Aí uma gênia dessas dos contos de fadas

Saiu da garrafa e me falou:

– Use inseticida

Por isso eu procuro o tesouro dos piratas

Fazer poesia é bobagem

Quando a gente sente a fantástica voragem

Da vida

sexta-feira, 3 de dezembro de 2021

Palavras repetidas

Você viu o rosto dela no filme

A cara que ela faz quando ele canta?

Seus olhos pulam mais do que crianças

Na Festa de Natal

Com as famílias

Os doces e as comidas

Os presentes

Seus dentes brilham entre as cores

Um por um

Cada dente é uma explosão de cor

E sensações

E ela ainda tem outras pirações

Demonstrações que faz quando te vê

Essa mulher

Sempre que ela te encontra

Fica uma fada uma dança

Uma bruxa uma criança

Uma moça apaixonada

Uma mulher

Não tem o que perguntar ou o que saber

Qualquer pessoa sabe o que isso é

A grande questão é como proceder

Pra proteger e nutrir nossa criança

Esta nossa aliança

Nosso amor

Gerundiando

Está ventando As árvores estão dançando Relampejando As nuvens estão voando aos bandos  Está quase chovendo