Febre sem conseguir dormir
Não tem explicação, a biologia
É pura ficção, talvez por vir
Haja uma nova ciência
Que saia dos parâmetros da demência
E produza a cura pela pura poesia
Febre sem conseguir dormir
Não tem explicação, a biologia
É pura ficção, talvez por vir
Haja uma nova ciência
Que saia dos parâmetros da demência
E produza a cura pela pura poesia
Estou febril
O mundo parece um barco balançando
No oceano agitado no meio da
Tempestade
Enjoado, espirrando,
Me sentindo um cameleiro
No Sahara
Procurando palmeiras
Do oásis
Em meio às baleias
Dos mares
Talvez devido às bactérias
Talvez às larvas astrais
Aí uma gênia dessas dos contos de fadas
Saiu da garrafa e me falou:
– Use inseticida
Por isso eu procuro o tesouro dos piratas
Fazer poesia é bobagem
Quando a gente sente a fantástica voragem
Da vida
Você viu o rosto dela no filme
A cara que ela faz quando ele canta?
Seus olhos pulam mais do que crianças
Na Festa de Natal
Com as famílias
Os doces e as comidas
Os presentes
Seus dentes brilham entre as cores
Um por um
Cada dente é uma explosão de cor
E sensações
E ela ainda tem outras pirações
Demonstrações que faz quando te vê
Essa mulher
Sempre que ela te encontra
Fica uma fada uma dança
Uma bruxa uma criança
Uma moça apaixonada
Uma mulher
Não tem o que perguntar ou o que saber
Qualquer pessoa sabe o que isso é
A grande questão é como proceder
Pra proteger e nutrir nossa criança
Esta nossa aliança
Nosso amor
Está ventando As árvores estão dançando Relampejando As nuvens estão voando aos bandos Está quase chovendo