sábado, 18 de dezembro de 2021

Fazer poesia é bobagem

Estou febril

O mundo parece um barco balançando

No oceano agitado no meio da

Tempestade

Enjoado, espirrando,

Me sentindo um cameleiro

No Sahara

Procurando palmeiras

Do oásis

Em meio às baleias

Dos mares

Talvez devido às bactérias

Talvez às larvas astrais

Aí uma gênia dessas dos contos de fadas

Saiu da garrafa e me falou:

– Use inseticida

Por isso eu procuro o tesouro dos piratas

Fazer poesia é bobagem

Quando a gente sente a fantástica voragem

Da vida

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Gerundiando

Está ventando As árvores estão dançando Relampejando As nuvens estão voando aos bandos  Está quase chovendo