Estou febril
O mundo parece um barco balançando
No oceano agitado no meio da
Tempestade
Enjoado, espirrando,
Me sentindo um cameleiro
No Sahara
Procurando palmeiras
Do oásis
Em meio às baleias
Dos mares
Talvez devido às bactérias
Talvez às larvas astrais
Aí uma gênia dessas dos contos de fadas
Saiu da garrafa e me falou:
– Use inseticida
Por isso eu procuro o tesouro dos piratas
Fazer poesia é bobagem
Quando a gente sente a fantástica voragem
Da vida
Nenhum comentário:
Postar um comentário